Porque Rob Barett, do Cannibal Corpse, não bate cabeça

George “Corpsegrinder” Fisher é conhecido por desafiar a plateia a acompanhá-lo no famoso headbang em moinho de vento, exibindo resistência notável aos 53 anos. No entanto, nem toda a banda segue fazendo o movimento que é tão característico do metal pesado.

A sabedoria de Rob Barrett: abandonando o headbang

Guitarrista veterano da Cannibal Corpse, Rob Barrett revela sua decisão de parar o headbang aos 40 anos, destacando a necessidade de inteligência na preservação das habilidades, à semelhança de atletas.

A mudança de Barrett não foi apenas uma questão de rivalidade no palco, mas uma escolha consciente de evolução artística e preservação da qualidade de suas performances. Em uma entrevista no podcast Riffhard, conduzido por Eyal Levi da Daath, Barrett explica a razão essencial por trás de sua decisão.

Foco na guitarra: a evolução de Barrett no palco

Barrett, aos 54 anos, optou por focar exclusivamente na guitarra, abandonando totalmente o headbang “quatro ou cinco anos atrás”. Ele enfatiza o aprimoramento como músico ao vivo e a preferência por ser ouvido, não visto.

Ao entrar na casa dos 40 anos, Barrett começou a sentir a fadiga do headbang, não apenas fisicamente, mas também esteticamente. Ele observou que, ao não manter o ritmo adequado, o visual no palco não parecia certo. O músico confessa ter assistido a vídeos de suas performances e ter sentido que estava começando a parecer deslocado, perdendo a autenticidade que buscava transmitir.

Os motivos certos para se parar

A decisão de Barrett não foi motivada por lesões, um fenômeno comum entre músicos que abandonam o headbang. Pelo contrário, ele escolheu interromper esse gesto característico para preservar sua integridade artística. Ao avaliar sua própria evolução e observar lendas como Tony Iommi, Barrett percebeu que, se os riffs são fortes o suficiente, a necessidade de provar-se fisicamente e visualmente diminui.

Essa mudança, segundo Barrett, não apenas contribuiu para seu aprimoramento como guitarrista ao vivo, mas também trouxe uma nova autenticidade às suas apresentações. Afinal, para ele, é preferível ser lembrado pelo som marcante de sua guitarra do que pelos movimentos de cabeça no palco.

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