Bruce Dickinson discute sobre a indústria da música

Em entrevista ao ATMósferas Magazine, Bruce Dickinson, do Iron Maiden, oferece uma nova perspectiva sobre os desafios contínuos enfrentados por artistas, especialmente no que diz respeito às plataformas de streaming de música e à precificação de ingressos para shows.

O dilema do streaming de música

Dickinson não foge do assunto principal: a disparidade na compensação entre artistas e plataformas de streaming como o Spotify. Apesar da crescente popularidade do streaming de música, os artistas frequentemente recebem pagamentos mínimos por seu trabalho criativo.

Dickinson destaca a falha fundamental desse sistema, no qual até mesmo gigantes da indústria como o Spotify lutam para obter lucro. Enquanto isso, os artistas suportam o ônus de ganhos insignificantes.

O vocalista do Maiden não apenas critica; ele sugere uma solução pragmática. Dickinson defende um modelo no qual as plataformas de streaming paguem aos artistas de forma justa por sua música, mesmo que isso signifique que os consumidores possam ter que pagar uma taxa de assinatura mais alta.

Ele acredita que verdadeiros entusiastas da música estariam dispostos a investir mais por conteúdo de qualidade, promovendo um ecossistema sustentável tanto para os artistas quanto para os ouvintes.

Sobre os preços absurdos dos ingressos

À medida que os preços dos ingressos para shows aumentam, Dickinson reflete sobre o impacto dessa tendência na indústria musical. Ele reconhece o equilíbrio intricado entre satisfazer as necessidades financeiras dos promotores e garantir que os fãs possam pagar para comparecer aos shows.

Dickinson propõe uma abordagem balanceada para a precificação de ingressos, sugerindo que os melhores lugares perto do palco deveriam ter os menores para acomodar os fãs dedicados, enquanto outros níveis de assentos e áreas mais distantes podem atender a preferências de conforto, outros entretenimentos e orçamentos variados.

Navegando pelas Mudanças da Indústria

Ao longo da entrevista, Dickinson oferece insights valiosos sobre a natureza em constante evolução da indústria musical. Desde navegar pelas complexidades das royalties de streaming até reimaginar experiências de shows, ele demonstra porque é de fato um businessman de sucesso além de um músico habilidoso.

A avaliação franca de Bruce Dickinson sobre o estado atual da indústria musical lança luz sobre os problemas urgentes que afetam artistas em todo o mundo. O capital determina todas as atitudes de uma indústria que deveria ser movida pelo sentimento e pela conexões.

A resposta para isso – pelo menos para Bruce – é fazer com que a música volte a ser uma conexão genuína entre artista e público ao invés de mais uma commodity para se consumir ao longo do dia.

Confira a entrevista completa clicando aqui ou abaixo:

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